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publicada em 27/05/2015

ZAGUEIRO DE SELEÇÃO

Com vasta experiência no futebol, Eduardo Ferreira jogou em países como África do Sul, Colômbia e Irã, além de ter defendido a seleção de Guiné Equatorial

Jogadores de futebol estão sujeitos a mudanças bruscas em suas rotinas. Hoje se joga aqui, amanhã pode-se estar lá. Assim é feita a vida do atleta profissional. No caso de Eduardo Ferreira, 31 anos, seu talento no esporte bretão o levou a rodar o mundo atrás da bola. Começou no Brasil, mas se consagrou na África do Sul, além de ter se aventurado em Colômbia e Irã. Entre um desafio e outro, chegou a se naturalizar para defender a seleção de Guiné Equatorial. Conheça um pouco mais da história de Eduardo Ferreira, que agora defende o São Gonçalo Esporte Clube.

Início da carreira

- Nem gostava muito (de futebol) no início. Comecei aos 13 anos. Meu pai trabalhava em Maricá e via os meninos treinando no Esporte Clube Maricá e me matriculou. Fui pra o Fluminense, depois para o estado de São Paulo, no Primavera. Em seguida, Guarani. Depois de me destacar na Taça São Paulo, fui para o Corinthians, onde atuei em 2004 na primeira passagem do Tite. Depois fui emprestado para a Anapolina. Numa excursão para a África do Sul, recebi o convite do Ajax Cape Town, onde me destaquei, sendo vendido depois para o Mamelodi Sundowns.

Naturalização sul-africana: decepção

- Ao me destacar na África do Sul, fui chamado para me naturalizar para a Copa do Mundo de 2010 a pedido do Parreira (técnico da seleção na época). Infelizmente uma lesão grave acabou impedindo. Fiquei muito tempo parado e perdi a oportunidade.

Seleção de Guiné-Equatorial

- O convite para jogar por Guiné Equatorial surgiu a pedido do presidente do país, que me viu atuar. Foi uma experiência única. Todo jogador sonha jogar numa selação, não importa a posição do ranking. Foi interessante ter marcado o Iniesta, um dos maiores jogadores do mundo (num amistoso contra a seleção espanhola). Foi legal enfrentar os melhores do mundo.

Mundo da bola

- Conheci culturas diferentes, estilos de vida diferentes. Fiquei sete anos na África do Sul. Hoje tenho mais amigos lá do que aqui. Só me fez crescer como homem.

Problema de saúde e recomeço no São Gonçalo EC

- Por último estava no Irã e descobri um problema no fígado (uma hepatite C). Voltei para o Brasil para me tratar. Passei por um período de reabilitação, tomando muitos remédios. Hoje estou recuperado e veio o convite do São Gonçalo, através do Roberto Brum, que aceitei na hora. É uma pessoa honesta e muito bem vista no futebol. Já estava pensando em ir para outra área, encerrando a carreira. Ele me passou que estava novo e tinha qualidade para jogar. Estou encarando como uma nova oportunidade na carreira, que Deus está me dando, de recomeçar.

Liderança

Sempre aconselho os meninos nos treinos, orientando em fundamentos, por tudo que vivi em outros países. Tenho esse estilo de liderança. Onde passei os treinadores me deram essa força e estou aqui para ajudar. Os meninos têm qualidade, são bons e o grupo é uma família. Todos querem vencer e vou estar junto dando conselho e puxando a orelha quando precisar. Vamos colher os frutos daqui há quatro meses, quando o campeonato acabar.

Parceria com Luiz Alberto

- É uma excelente pessoa, que rodou muito no futebol. É um privilégio para mim atuar ao lado de um jogador como o Luiz Alberto.

Texto e fotos: Gabriel Farias (Assessoria de Imprensa São Gonçalo Esporte Clube)

 

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